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After the Pink Tide: How Increased Ideological Divergence Leads to Severe Contestations of Regional International Organisations in Latin America

Published online by Cambridge University Press:  12 August 2026

Diana Panke*
Affiliation:
Political Science, Freie Universität Berlin, Berlin, Germany
Lukas Grundsfeld
Affiliation:
Political Science, Universität der Bundeswehr München, München, Germany
Pawel Tverskoi
Affiliation:
Political Science, Freie Universität Berlin, Berlin, Germany
*
Corresponding author: Diana Panke; Email: diana.panke@fu-berlin.de
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Abstract

Latin America is characterised by the existence of a large number of overlapping regional international organisations (RIOs). From the late 1990s onward, a ‘Pink Tide’ brought many left-wing governments into office. This development also manifested itself in the creation of new ‘post-liberal’ or ‘post-hegemonic’ RIOs, including ALBA, CELAC and UNASUR, and the transformation of existing organisations. Once the ‘Pink Tide’ began to ebb in the mid-2010s, left-leaning RIOs encountered contestations through exit threats and actual withdrawals. This paper explains the observed pattern and argues that when right-leaning governments ideologically clash with the RIO while not being able to induce change to match their own aspirations, severe dissatisfaction arises. This can culminate in exit threats and – when the RIO is not deemed as highly important by the state in question – lead to withdrawals. The paper concludes with insights into the consequences of these challenges for RIOs.

América Latina se caracteriza por la existencia de un gran número de organizaciones internacionales regionales (OIR) superpuestas. Desde fines de la década de 1990, una ‘marea rosa’ llevó al poder a muchos gobiernos izquierdistas. Este fenómeno también se manifestó en la creación de nuevas OIR ‘posliberales’ o ‘poshegemónicas’, como ALBA, CELAC y UNASUR, y en la transformación de organizaciones ya existentes. Una vez que la ‘marea rosa’ comenzó a declinar a mediados de la década de 2010, las OIR de izquierda enfrentaron las contestaciones con amenazas, algunas cumplidas, de retirarse. Este artículo explica dicho patrón y argumenta que cuando los gobiernos de derecha chocan ideológicamente con las OIR cuando no logran impulsar cambios que se ajusten a sus propias aspiraciones, surge una profunda insatisfacción. Esto puede culminar en amenazas de salida y – cuando el Estado en cuestión no considera a la OIR de gran importancia – provocar su retirada. El documento concluye con reflexiones sobre las consecuencias de estos desafíos para las OIR.

A América Latina é caracterizada pela existência de um grande número de organizações internacionais regionais (OIRs) sobrepostas. Do final da década de 1990 em diante, uma ‘onda rosa’ levou muitos governos de esquerda ao poder. Esse desenvolvimento também se manifestou na criação de novas OIRs ‘pós-liberais’ ou ‘pós-hegemônicas’, incluindo ALBA, CELAC e UNASUL, e na transformação de organizações já existentes. Quando a ‘onda rosa’ começou a perder força em meados da década de 2010, as OIRs de esquerda enfrentaram contestações por meio de ameaças de saída e retiradas efetivas. Este artigo explica esse padrão e argumenta que, quando governos de direita entram em conflito ideológico com uma OIR, sem conseguir induzir mudanças que correspondam às suas próprias aspirações, surge uma profunda insatisfação. Isso pode culminar em ameaças de saída e – quando a OIR não é considerada de grande importância pelo Estado em questão – levar a retiradas efetivas. O artigo conclui com reflexões sobre as consequências desses desafios para as OIRs.

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Type
Research Article
Copyright
© The Author(s), 2026. Published by Cambridge University Press.